Estou certa de que somos parte da extensão de nossos pais, com a permissão de peculiaridades genéticas, físicas, biológicas e até mesmo fragmentos que se formam e personalizam de acordo com a vida, experiências vividas, o velho senso comum, a interferência permissível das histórias, dramas, fracassos e sucessos alheios. São tantas as interferências que nos perdemos no tempo, no descompasso da direção certa, na incerteza e conflito entre o que queremos e somos.
A presença paterna sempre foi um desejo, mas chega um determinado momento da vida que é preciso crescer, amadurecer e aceitar que nem sempre isso é possível. Apesar de tão perto, pode estar muito longe do que almejamos, um dia sonhamos, pedimos e tanto lutamos, é preciso descansar a incansável busca de um dia acreditar que mesmo não sendo, um dia poderia se tornar!
Frustração? Um pouco. Mas não há nada de tão ruim, que não possamos fazer deste fragmento despedaço um aprendizado. Interferências que se instalam e podem ser reflexões para escolhas futuras na vida. Do mau exemplo, façamos bons exemplos para as próximas gerações.
Porém, mesmo diante das dificuldades, da aceitação de que alguns homens não foram feitos para se tornarem pais, apenas uma certeza: AMOR INCONDICIONAL!
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Meu labirinto...
Perder-se do tempo, no tempo! Percorrer um longo caminho, entre lacunas, faixadas, dividir-se em um caminho tortuoso, uma entrega ao plano de escolhas e renúncias.
Feche os olhos, sinta o vento...abra os braços, sinta o abraço! Permita-se e envolva-se no mais tênue caminho, um labirinto de conflitos, prazeres, desejos, fracassos e sucessos!
Abra os olhos, olhe ao redor. Perceba! Apenas perceba e reflita sobre o que significa ser e ter. Perder faz parte do jogo, encontrar o caminho certo, é a recompensa do esforço!
A melhor parte do perder é encontrar!
Feche os olhos, sinta o vento...abra os braços, sinta o abraço! Permita-se e envolva-se no mais tênue caminho, um labirinto de conflitos, prazeres, desejos, fracassos e sucessos!
Abra os olhos, olhe ao redor. Perceba! Apenas perceba e reflita sobre o que significa ser e ter. Perder faz parte do jogo, encontrar o caminho certo, é a recompensa do esforço!
A melhor parte do perder é encontrar!
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Desejo de um Altar Particular!
Mais um dia se foi...cancelei a produção de uma reportagem, adiei a gravação de um comercial porque me sentia assim, um pouco cansada. O dia foi corrido, manhã acelerada para pautar com conteúdo o telejornal das 11h45. A noite anterior foi de muito trabalho, organizando as notas dos meus alunos, preenchendo os dados finais. Mente cansada, talvez seja esta a explicação para a sensação de um vazio no findar da noite!
Como a busca é incessante pela perfeição, melhor adiar e cancelar dentro das possibilidades para fazer um trabalho melhor! Em casa, primeiro o computador, depois umas ligações inadiáveis, uma mensagem de conteúdo ansioso por notícias e que tal assistir a programação televisiva? Foi o que fiz e me deparei na Rede Cultura com as canções de uma compositora e cantora que adoro, Maria Gadú.
E é justamente ao som de uma melodia inspiradora que resolvi escrever. O nome da canção é ALTAR PARTICULAR! Letra perfeita...
“Meu bem que hoje me pede pra apagar a luz
E pôs meu frágil coração na cruz
No teu penoso altar particular
Sei lá, a tua ausência me causou o caos
No breu de hoje eu sinto que
O tempo da cura tornou a tristeza normal”
Senti o imenso desejo de ter esta canção para mim, com extremo egoísmo de ter o pertence de letra, sentimento de amor e até mesmo o da ausência. Não é o que verdadeiramente sinto, mas desejei!
“E então, tu tome tento com meu coração
Não deixe ele vir na solidão
Encabulado por voltar a sós”
Fico com o desejo de que cuidem de mim. Quando penso na solidão, percebo que em alguns momentos da minha vida este sentimento surge, mas não chega ao ato desesperador, de dor! Em meio a tantos em uma multidão, podemos nos perder no vazio do pensamento e a solidão se torna uma companheira!
“Teu cais deve ficar em algum lugar assim
Tão longe quanto eu possa ver de mim
Onde ancoraste teu veleiro em flor
Sem mais, a vida vai passando no vazio
Estou com tudo a flutuar no rio esperando a resposta ao que chamo de amor”
Como a busca é incessante pela perfeição, melhor adiar e cancelar dentro das possibilidades para fazer um trabalho melhor! Em casa, primeiro o computador, depois umas ligações inadiáveis, uma mensagem de conteúdo ansioso por notícias e que tal assistir a programação televisiva? Foi o que fiz e me deparei na Rede Cultura com as canções de uma compositora e cantora que adoro, Maria Gadú.
E é justamente ao som de uma melodia inspiradora que resolvi escrever. O nome da canção é ALTAR PARTICULAR! Letra perfeita...
“Meu bem que hoje me pede pra apagar a luz
E pôs meu frágil coração na cruz
No teu penoso altar particular
Sei lá, a tua ausência me causou o caos
No breu de hoje eu sinto que
O tempo da cura tornou a tristeza normal”
Senti o imenso desejo de ter esta canção para mim, com extremo egoísmo de ter o pertence de letra, sentimento de amor e até mesmo o da ausência. Não é o que verdadeiramente sinto, mas desejei!
“E então, tu tome tento com meu coração
Não deixe ele vir na solidão
Encabulado por voltar a sós”
Fico com o desejo de que cuidem de mim. Quando penso na solidão, percebo que em alguns momentos da minha vida este sentimento surge, mas não chega ao ato desesperador, de dor! Em meio a tantos em uma multidão, podemos nos perder no vazio do pensamento e a solidão se torna uma companheira!
“Teu cais deve ficar em algum lugar assim
Tão longe quanto eu possa ver de mim
Onde ancoraste teu veleiro em flor
Sem mais, a vida vai passando no vazio
Estou com tudo a flutuar no rio esperando a resposta ao que chamo de amor”
sábado, 26 de junho de 2010
Se alguém perguntar por mim ….
Pode ser a eternidade, a imensidão, o infinito, mas também algumas semanas, dias ou horas para que tudo mude, se transforme... Ilusão e esperança unidas e separadas em frações de segundos, vitais para o ser humano!
Momentos em que cansamos, nos entregamos...não se sabe ao certo o destino, o caminho, apenas a chegada no início, metade ou fim.
Troco palavras para esconder o que verdadeiramente sinto, vazio não tem cor, aroma, apenas um sabor amargo. Apesar do sorriso, há sempre um olhar mais entristecido. Sinto que estou perdendo aos poucos uma das pessoas mais importantes da minha existência, seu sobrenome representa muito mais que um conhecimento popular para terceiros, sua presença representa uma figura paterna que sempre se fez presente e ausente em mim ao mesmo tempo.
Tempo que passa, percorre rapidamente e deixa marcas na face, pelo corpo, lembranças de um passado repleto de recordações mistas, emoções e situações diferenciadas...sinto que o envelhecer do tempo está lhe tirando aos poucos de mim, já consigo sentir o gosto da saudade, a dor da ausência, o peso desta sina que é nascer e morrer!
Assim, se alguém perguntar por mim, diga que estou por ai....por aí....tentando me esquivar desta saudade que é presente e existente. Resgatando o tempo perdido, colhendo os rastros deste caminho, tentando ao máximo viver o pouco do tempo em que temos juntos para minimizar a dor desta saudade! Estou por aí constantemente me desfazendo, refazendo, reconstruindo...
Momentos em que cansamos, nos entregamos...não se sabe ao certo o destino, o caminho, apenas a chegada no início, metade ou fim.
Troco palavras para esconder o que verdadeiramente sinto, vazio não tem cor, aroma, apenas um sabor amargo. Apesar do sorriso, há sempre um olhar mais entristecido. Sinto que estou perdendo aos poucos uma das pessoas mais importantes da minha existência, seu sobrenome representa muito mais que um conhecimento popular para terceiros, sua presença representa uma figura paterna que sempre se fez presente e ausente em mim ao mesmo tempo.
Tempo que passa, percorre rapidamente e deixa marcas na face, pelo corpo, lembranças de um passado repleto de recordações mistas, emoções e situações diferenciadas...sinto que o envelhecer do tempo está lhe tirando aos poucos de mim, já consigo sentir o gosto da saudade, a dor da ausência, o peso desta sina que é nascer e morrer!
Assim, se alguém perguntar por mim, diga que estou por ai....por aí....tentando me esquivar desta saudade que é presente e existente. Resgatando o tempo perdido, colhendo os rastros deste caminho, tentando ao máximo viver o pouco do tempo em que temos juntos para minimizar a dor desta saudade! Estou por aí constantemente me desfazendo, refazendo, reconstruindo...
domingo, 16 de maio de 2010
Tardes e noites de domingo...
Quebrando mais uma vez o protocolo, Fragmentos de domingos tão parecidos, mas sempre provocam mudanças em minha vida.
Portas fechadas, cena típica...silêncio não permitido...ao fundo, vozes que confundem com o início do entardecer... as mesmas frases, lamentações, o mesmo roteiro de uma vida perdida, poucas vitórias e derrotas não admitidas!
No interior do quarto o roteiro também é típico, sentimento de angústia...a vida passa e repassa em seus diversos momentos em uma trilha sem fim. Um saudosismo único e inexplicável.
Ainda bem que existe o recomeçar, a segunda-feira em que o trem retoma o seu trilho com destino ao trabalho...me recomponho e volto a ser Raquel!
Portas fechadas, cena típica...silêncio não permitido...ao fundo, vozes que confundem com o início do entardecer... as mesmas frases, lamentações, o mesmo roteiro de uma vida perdida, poucas vitórias e derrotas não admitidas!
No interior do quarto o roteiro também é típico, sentimento de angústia...a vida passa e repassa em seus diversos momentos em uma trilha sem fim. Um saudosismo único e inexplicável.
Ainda bem que existe o recomeçar, a segunda-feira em que o trem retoma o seu trilho com destino ao trabalho...me recomponho e volto a ser Raquel!
“Num entendi o que você falou”...
É meus amigos a vida é feita de gafes...quem nunca errou que atire a primeira pedra, mas não vale a Pedra Itaúna, viu? Todo caminho tem seus percalços, na vida existem erros e acertos...e como uma pobre mortal já passei por cada situação, vou contar algumas que ficaram marcadas nesta jornada intimista com o jornalismo. Vamos por tópicos. Que tal?
HUM? SÉRIO?
Trabalhava no jornal impresso. Missão: entrevistar a banda daquela conhecida música...O homem nasce mané, cresce mané e morre mané... mas a “mané” daquela história era a pobrezinha da Raquel que mal sabia o nome da banda, muito menos o que perguntar...fui escalada de última hora. Recepcionada no hotel, com a galera toda reunida jantando...rapazes muito cômicos, daqueles que tiram onda e onda...rs mas o tsunami se preparava para entrar em ação...daí veio a afirmação: beleza pessoal, posso tirar uma foto individual de cada um? Putsssss... Nem preciso contar o fim da história, né?!
Ah pára, vai!
Visita de um belo governador na cidade. Raquelzinha escalada para uma entrevista exclusiva..Nem queria, né?!..rs..rs no aeroporto uma sala exclusiva para a entrevista e recepção, eu e meu cinegrafista, Julinho, na sala com ar condicionado à espera do momento célebre. Papo vai, papo vem e convenhamos, jornalista fala demais...e nos bastidores até o que não se deve falar. Dona Raquel elogia o político e naquelas frases bacanas de mulheres diz...”altamente pegável. Que Beleza de homem, meu Deus!” Teria sido ótimo se a tropa de elite dos seguranças não monitorassem a sala com um gravador, não é mesmo?! É a vida! Só descobrimos depois da entrevista...
Nomes...problema crônico
Quem me conhece sabe de um defeito horroroso. Não consigo decorar os nomes das pessoas. Segredinho, em toda entrevista, seja com o prefeito que é conhecido da cidade, com aquele amigo especial, com um conhecido básico, escrevo o nome no papel. Não sei o que me dá, que no meio da entrevista simplesmente olho para o rosto da pessoa e não mais me recordo o seu nome. Preciso de tratamento eu sei...mas o legal é quando você não anota o nome. Foram tantas as situações que já cheguei a chamar um político da cidade de seu adversário maior no meio da entrevista...depois só mesmo um...Desculpa querido...e aquele sorriso amarelo para descontrair!
NÃO PÁRAAAAAAAA....
Para terminar esta seção que poderá ter muitas outras edições, afinal gafes não me faltam. Que tal você e seu cinegrafista em uma saia super justa? Há alguns anos nem tudo funcionava como esperávamos, em especial, uma câmera...também, o equipamento da era paleozóica não ajuda. Vamos para uma entrevista com um político famoso...por três vezes o equipamento parou, disse ao meu cinegrafista..se parar não fala mais nada, apenas me dê um olhar marcante. Recomeçamos...o olhar veio segundos depois...eu disse baixinho..CONTINUAAAAA...mas para que continuar se não estava gravando? Sei lá meu povo, tem horas que não dá mais, simplesmente não dá. Acabei a entrevista e quando fomos verificar não tinha era fita na câmera....Esta fica na conta do meu cinegrafista!
HUM? SÉRIO?
Trabalhava no jornal impresso. Missão: entrevistar a banda daquela conhecida música...O homem nasce mané, cresce mané e morre mané... mas a “mané” daquela história era a pobrezinha da Raquel que mal sabia o nome da banda, muito menos o que perguntar...fui escalada de última hora. Recepcionada no hotel, com a galera toda reunida jantando...rapazes muito cômicos, daqueles que tiram onda e onda...rs mas o tsunami se preparava para entrar em ação...daí veio a afirmação: beleza pessoal, posso tirar uma foto individual de cada um? Putsssss... Nem preciso contar o fim da história, né?!
Ah pára, vai!
Visita de um belo governador na cidade. Raquelzinha escalada para uma entrevista exclusiva..Nem queria, né?!..rs..rs no aeroporto uma sala exclusiva para a entrevista e recepção, eu e meu cinegrafista, Julinho, na sala com ar condicionado à espera do momento célebre. Papo vai, papo vem e convenhamos, jornalista fala demais...e nos bastidores até o que não se deve falar. Dona Raquel elogia o político e naquelas frases bacanas de mulheres diz...”altamente pegável. Que Beleza de homem, meu Deus!” Teria sido ótimo se a tropa de elite dos seguranças não monitorassem a sala com um gravador, não é mesmo?! É a vida! Só descobrimos depois da entrevista...
Nomes...problema crônico
Quem me conhece sabe de um defeito horroroso. Não consigo decorar os nomes das pessoas. Segredinho, em toda entrevista, seja com o prefeito que é conhecido da cidade, com aquele amigo especial, com um conhecido básico, escrevo o nome no papel. Não sei o que me dá, que no meio da entrevista simplesmente olho para o rosto da pessoa e não mais me recordo o seu nome. Preciso de tratamento eu sei...mas o legal é quando você não anota o nome. Foram tantas as situações que já cheguei a chamar um político da cidade de seu adversário maior no meio da entrevista...depois só mesmo um...Desculpa querido...e aquele sorriso amarelo para descontrair!
NÃO PÁRAAAAAAAA....
Para terminar esta seção que poderá ter muitas outras edições, afinal gafes não me faltam. Que tal você e seu cinegrafista em uma saia super justa? Há alguns anos nem tudo funcionava como esperávamos, em especial, uma câmera...também, o equipamento da era paleozóica não ajuda. Vamos para uma entrevista com um político famoso...por três vezes o equipamento parou, disse ao meu cinegrafista..se parar não fala mais nada, apenas me dê um olhar marcante. Recomeçamos...o olhar veio segundos depois...eu disse baixinho..CONTINUAAAAA...mas para que continuar se não estava gravando? Sei lá meu povo, tem horas que não dá mais, simplesmente não dá. Acabei a entrevista e quando fomos verificar não tinha era fita na câmera....Esta fica na conta do meu cinegrafista!
segunda-feira, 5 de abril de 2010
O importante é que emoções eu tenho vivido...
Fragmento do dia: E a câmera caiu!
No decorrer destes quase 13 anos de carreira, lembrando, ressaltando e destacando em CAPS LOCK E NEGRITO COMEÇEI COM 14 ANINHOS..rs tenho algumas boas histórias para contar. Pretendo descrevê-las sem ordem cronológica à medida que a recordação me permitir dividi-las com você. Outro ponto importante, sou péssima em datas, nomes.
Vamos ao que interessa...Na época, atuava como repórter do Super Canal, ainda em uma estrutura bem diferente da atual, poucos funcionários, equipamentos defasados. Imagine aquela M900 gigantesca, aquela fita VHS que até arrepia o corpo, mas um período de muito trabalho, o que não se difere dos tempos atuais. E lá estava eu, aventurando-me nesta emoção chamada jornalismo, atuando sem muita noção, apenas com vontade e bastante despreparo, comparando-se a visão que tenho hoje. Na equipe um grande amigo, Michel, que também se aventurava como cinegrafista, como boa parte da equipe estávamos aprendendo na prática. Ou seja, a ordem era...Pegue esta câmera, aqui fica o zoom, deste lado o controle da luz e lembre-se não entorte o ombro, senão quem está em casa vai entortar o pescoço.
Michel era simpático, alegre e determinado e demonstrava grande interesse pela profissão. Certo dia, sentados na redação, momento de muita tranquilidade até que toca o que chamaríamos hoje do Big Fone do BBB. Informação: Briga em bar termina em homicídio no bairro Santa Cruz. Hora de correr, arruma equipamento, pega o bloco, não se esqueça da caneta, chave do carro e PARTIU! Ok! Chegamos no bar, o dono falou, o moço morreu mesmo com uma facada no peito e cadê o autor? Fugiu, sem rumo, sem nos deixar sequer uma foto...E eu precisava desta foto...até que o dono bar disse, a mãe dele mora bem perto daqui, podem ir lá conversar com ela. Dito e feito, boa idéia e PARTIU novamente...
Haja coragem, toca a campanhia, a mãe atende super atenciosa, simpática e um pouco abalada, mas conformada já que o filho já tinha uma vasta passagem pela Polícia. Como de costume, “olá sou Raquel Borsari, repórter do Super Canal, estamos cobrindo o crime cometido há pouco em um bar das proximidades e temos a informação de que seu filho é o autor”. A mãe nos convidou para entrar e eu me preparando para pedir a foto...quando de repente, a mulher simplesmente surtou e começou a dizer que não aceitava isso...Michel percebeu que a foto do autor estava em um porta retrato, em uma tentativa desesperadora continuei a tentar convencer aquela senhora que simplesmente apresentou uma personalidade bipolar. BINGO! Michel conseguiu focar na foto, hora de PARTIUUUUU, afinal, mais alguns minutos e poderíamos ser atacados pela mulher descontrolada.
Quanta emoção..corre para o carro. Entro na porta do carona, Michel pega a maleta da câmera , gigante como o equipamento, arruma tudo direitinho, fecha a maleta, confere se esta devidamente trancada, entra no carro, coloca a chave, liga o veículo, passa a primeira e PLOFT...PLOFT..E PLOFT...mas que barulho poderia ser aquele em um momento tão crítico? Olhares para trás...e lá estava despedaçada uma maleta como uma M900 ao chão...Tudo bem, o equipamento era ultrapassado, antigo, ruim, mas era o que tínhamos...digo, TÍNHAMOS, pois os restos daquela pobre câmera mereciam até um enterro descente.
E agora José? Digo, e agora Michel? Eme me desce do carro, se joga no chão de lama e diz: “Vem Raquel, me ajude por favor, já tenho tudo na cabeça, no auge da matéria, caímos com a câmera, em um tombo cinematográfico e ela quebrou. Por muito pouco não nos machucamos”. É mole? Ele teve a coragem de me propor algo do tipo, delicadamente encostei a pontinha do meu salto na lama, em seguida, com as pontas do dedo sujei minha calça e com aquela cara de nojo espalhei o barro no braço.
Retornamos ao Canal. Mas frente a frente com o diretor, nossa verdade falou mais alto e contamos toda a história real. Ouvimos um sonoro TUDO BEM, ISSO ACONTECE!
Ufa! Momentos de emoção e desespero, um misto oferecido pelas aventuras do jornalismo. Logicamente, depois de tudo, rimos muito, afinal, TUDO BEM, ISSO ACONTECE! E o mais importante é que emoções eu vivi!
No decorrer destes quase 13 anos de carreira, lembrando, ressaltando e destacando em CAPS LOCK E NEGRITO COMEÇEI COM 14 ANINHOS..rs tenho algumas boas histórias para contar. Pretendo descrevê-las sem ordem cronológica à medida que a recordação me permitir dividi-las com você. Outro ponto importante, sou péssima em datas, nomes.
Vamos ao que interessa...Na época, atuava como repórter do Super Canal, ainda em uma estrutura bem diferente da atual, poucos funcionários, equipamentos defasados. Imagine aquela M900 gigantesca, aquela fita VHS que até arrepia o corpo, mas um período de muito trabalho, o que não se difere dos tempos atuais. E lá estava eu, aventurando-me nesta emoção chamada jornalismo, atuando sem muita noção, apenas com vontade e bastante despreparo, comparando-se a visão que tenho hoje. Na equipe um grande amigo, Michel, que também se aventurava como cinegrafista, como boa parte da equipe estávamos aprendendo na prática. Ou seja, a ordem era...Pegue esta câmera, aqui fica o zoom, deste lado o controle da luz e lembre-se não entorte o ombro, senão quem está em casa vai entortar o pescoço.
Michel era simpático, alegre e determinado e demonstrava grande interesse pela profissão. Certo dia, sentados na redação, momento de muita tranquilidade até que toca o que chamaríamos hoje do Big Fone do BBB. Informação: Briga em bar termina em homicídio no bairro Santa Cruz. Hora de correr, arruma equipamento, pega o bloco, não se esqueça da caneta, chave do carro e PARTIU! Ok! Chegamos no bar, o dono falou, o moço morreu mesmo com uma facada no peito e cadê o autor? Fugiu, sem rumo, sem nos deixar sequer uma foto...E eu precisava desta foto...até que o dono bar disse, a mãe dele mora bem perto daqui, podem ir lá conversar com ela. Dito e feito, boa idéia e PARTIU novamente...
Haja coragem, toca a campanhia, a mãe atende super atenciosa, simpática e um pouco abalada, mas conformada já que o filho já tinha uma vasta passagem pela Polícia. Como de costume, “olá sou Raquel Borsari, repórter do Super Canal, estamos cobrindo o crime cometido há pouco em um bar das proximidades e temos a informação de que seu filho é o autor”. A mãe nos convidou para entrar e eu me preparando para pedir a foto...quando de repente, a mulher simplesmente surtou e começou a dizer que não aceitava isso...Michel percebeu que a foto do autor estava em um porta retrato, em uma tentativa desesperadora continuei a tentar convencer aquela senhora que simplesmente apresentou uma personalidade bipolar. BINGO! Michel conseguiu focar na foto, hora de PARTIUUUUU, afinal, mais alguns minutos e poderíamos ser atacados pela mulher descontrolada.
Quanta emoção..corre para o carro. Entro na porta do carona, Michel pega a maleta da câmera , gigante como o equipamento, arruma tudo direitinho, fecha a maleta, confere se esta devidamente trancada, entra no carro, coloca a chave, liga o veículo, passa a primeira e PLOFT...PLOFT..E PLOFT...mas que barulho poderia ser aquele em um momento tão crítico? Olhares para trás...e lá estava despedaçada uma maleta como uma M900 ao chão...Tudo bem, o equipamento era ultrapassado, antigo, ruim, mas era o que tínhamos...digo, TÍNHAMOS, pois os restos daquela pobre câmera mereciam até um enterro descente.
E agora José? Digo, e agora Michel? Eme me desce do carro, se joga no chão de lama e diz: “Vem Raquel, me ajude por favor, já tenho tudo na cabeça, no auge da matéria, caímos com a câmera, em um tombo cinematográfico e ela quebrou. Por muito pouco não nos machucamos”. É mole? Ele teve a coragem de me propor algo do tipo, delicadamente encostei a pontinha do meu salto na lama, em seguida, com as pontas do dedo sujei minha calça e com aquela cara de nojo espalhei o barro no braço.
Retornamos ao Canal. Mas frente a frente com o diretor, nossa verdade falou mais alto e contamos toda a história real. Ouvimos um sonoro TUDO BEM, ISSO ACONTECE!
Ufa! Momentos de emoção e desespero, um misto oferecido pelas aventuras do jornalismo. Logicamente, depois de tudo, rimos muito, afinal, TUDO BEM, ISSO ACONTECE! E o mais importante é que emoções eu vivi!
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